AVISO AOS NAVEGANTES

Estamos no Ano 3 desta nossa revista eletrônica CaririCult. Uma construção coletiva que nos aproxima através da poesia maior que é a vida. Mais vale dizer: cada colaborador é responsável pelas suas opiniões aqui emitidas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mais segurança na internet!


Quando se aproximam as festas de Natal e Ano Novo somos envolvidos pelo clima de solidaridade, fraternidade etc. e tal, o que nos leva aos presentes que hoje compramos via internet.
Abaixo, seguem algumas dicas importante para que sejam minimizados os riscos nessas compras:
Utilize sempre o site com endereço iniciado por ” https://” , uma vez que o “s” acrescentado ao comum http:// significa “secure”, ou segurança.

Então:
Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site começada por http:// e tão somente aos que iniciam seu enderêço por https://, isso significa que o computador está conectado a uma página que se corresponde numa linguagem codificada e segura, à prova de espiões!
OBSERVE AINDA SE EXISTE A FIGURA DE UM CADEADO NA BARRA INFERIOR OU SUPERIOR DO SITE, O QUE SIGNIFICA QUE OS SEUS DADOS ESTÃO SENDO CRIPTOGRAFADOS E, PORTANTO, SÓ SERÃO LIDOS PELO SITE “LOJA” VENDEDOR.

(A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a linguagem para troca de informação entre servidores e clientes da rede)

ARTE POSTAL


Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 04 de dezembro, sexta-feira

Atividades Infantis - CRIANÇA E ARTE

14h Teatro Infantil: João e o Pé de Feijão, com a Cia. Voar Teatro de Bonecos (Brasília-DF)

Adaptação, direção e manipulação: Marco Augusto

Adaptação do conto popular de origem inglesa conhecido universalmente. A montagem nos conta a saga de João, um menino movido pela curiosidade, fantasia e astúcia, que vence o gigante e acaba coma fome e a aridez do lugar onde mora, mudando o seu destino e o de sua família. Classificação Indicativa: Livre. 60min.

14h Programa de rádio

Cariri Encantado (com Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias)

Programa de Rádio semanal que divulga música e a cultura caririenses, sempre com a presença de um convidado. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. Confira.

Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.

Música - CULTURA MUSICAL

19h30 Calé Alencar: SambaZiloas. 60Min.

Cantor, compositor e produtor musical, Calé Alencar tem mostrado seu talento, seguindo uma trajetória de reconhecida importância para o cenário da música cearense. O espetáculo musical SambaZiloas apresenta o itinerário do artista no ambiente carnavalesco, além de incluir canções inéditas e obras referenciais enfatizando loas compostas para os maracatus fortalezenses e a diversidade rítmica do samba. 60min.

Local: CCBNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

Fonte: CCBNB

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Toque

(para pachelli jamacaru)

Toc, toc
Onomatopéia de batida na porta
Toc,
Transtorno obsessivo compulsivo
Toque
Uma música que fale de amor eterno
toque
pra saber se o filho demora a chegar
toque
com a ponta dos dedos o bico do peito
toque-se
no prazer solitário de se conhecer
toque
pra saber se frio ou quente
toque
pra saber se bicho ou gente
simplesmente
toque

cartum de BANX


Meias & Cuecas

Pois é, amigos, se restou ainda uma quotinha de indignação por aí, guardem com muito carinho. Não vai faltar oportunidade de usá-la. Agora mesmo estourou mais um escândalo: a distribuição de dinheiro, arrecadado pelo comércio de licitações, em Brasília, por José Roberto Arruda, Paulo Octávio e seus asseclas do Democratas e quadrilhas outras afins. Desta vez, nem o galho de arruda pode nos socorrer. As imagens colhidas pela Polícia Federal parecem irrefutáveis, mas claro, fazem-se necessárias outras provas: a venérea pode ter sido contraída na bacia sanitária mal higienizada. Permitam-me, mais uma vez ,refletir sobre assunto tão repetitivo no noticiário nacional.
Primeiro, acredito que a atividade política está intimamente ligada à corrupção, ao favorecimento, ao compadrio, ao tráfico de influências. E isto não só no Brasil. Há apenas países em que o controle é mais rigoroso. Não existe uma linha divisória clara entre a política partidária e a contravenção. Entre nós, esta realidade é visível em todas as esferas da nação, uma simples gestão de uma associação comunitária, dificilmente será aprovada por uma auditoria minimamente séria. Não há eleição sem caixa 2, sem entrada de dinheiro sujo, sem negociação de cargos, de licitações, sem a semeadura inevitável do nepotismo. A política tem uma ética própria que hoje deixaria Maquiavel próximo ao processo de canonização. A bandalheira independe de desenvolvimento econômico, de forma de governo, de sigla partidária. A diferença básica está apenas onde a grana será depositada : na cueca ou na meia. A meu ver, o único filtro para a mamata desenfreada encontra-se no amadurecimento político do povo. Basta que o corrupto seja eliminado sumariamente pela cimitarra do voto para as coisas começarem a entrar nos eixos. Vejam a realidade brasileira: Arruda e Paulo Octávio já possuíam uma folha corrida péssima, que os tinha levado à renúncia temendo o impeachment, mas mesmo assim foram reeleitos pela população sem nenhuma dificuldade.
Querem ver outra curiosidade? Sete pedidos de Impeachment de Arruda até hoje já haviam sido protocolados no STF. Os partidos que davam apoio ao governo dele e se beneficiavam, rapidamente saltaram do barco: dizem que os ratos são os primeiros a perceberem o rombo no casco. O pedido da Bancada Evangélica, então, me pareceu interessantíssimo. O motivo não se ateve ao fragrante ilícito filmado e registrado continuadamente pelas câmeras, mas a uma outra causa bem insólita. Em um dos vídeos, após pôr a mão na bufunfa, a quadrilha fez uma corrente de oração, agradecendo ao Criador, pelo dinheirinho farto e fácil. Terá sido porque estes fragrantes já aconteceram também com alguns pastores e tudo, assim, torna-se perfeitamente normal? Ou porque não recolheram o dízimo da dinheirama? A CNBB também, em nota, se mostrou indignada com o uso de preces em momento tão pouco especial. Lá vou eu meter meu bedelho e enfiar uma outra reflexão, goela abaixo.
Ora, a oração feita pelos ladrões, agradecendo pelo furto aos céus, a meu ver, é perfeitamente cabível. Nossa relação antiética não é apenas com o profano, ela se estende a todas as nossas atividades humanas, inclusive ao nosso relacionamento com o sagrado. Vejam as promessas que fazemos aos santos. A maior parte das vezes, propomos uma espécie de escambo: se passar no concurso, meu São Sebastião ( claro que prejudicando vários outros que não tiveram a intercessão divina) eu dou duas sacas de feijão para a igreja. A mocinha amarra a imagem de Santo Antonio de cabeça para baixo, em um copo de água, e promete só libertá-lo se conseguir um marido. Ou seja, seqüestra e tortura o santo para conseguir seu intento. A mulher que todo ano faz a procissão de São José, em Março, em ano de seca, aproxima-se da imagem e ameaça: --- Se esse ano não chover, tu num vai ter procissão , não, viu ! Conheci uma senhora que praticava abortos, mas não os fazia nos domingos, por conta de uma promessa que tinha feito com Nossa Senhora do Carmo. O comerciante comete todas as falcatruas imagináveis, mas todos os anos ajuda na Festa da Padroeira e isso, por se só, o faz puro e imaculado. Todos essas condutas trazem embutidas uma ética bastante particular, condutas aparentemente cristãs, mas francamente pagãs na sua essência.
Arruda e Paulo Octávio não são muito diferentes da imagem de cada um de nós refletida no espelho. Quantos de nós não encheriam as meias, da mesma maneira, se tivéssemos a oportunidade ? O crime maior não terá sido terem filmado aquilo que todos nós já sabíamos? O mundo só vai mudar quando a indignação de cada um de nós se estabelecer na urna e não nas conversas de bar, entre um e outro scotch. E quando o preço da ilegalidade passar a ser pago na prisão e não nos templos, em módicos dízimos mensais.

J. Flávio Vieira

Micaelson Lacerda (Banda Sétimo Selo) no programa Cariri Encantado desta sexta

O programa Cariri Encantado desta sexta-feira, dia 4, trará uma entrevista com o cantor e compositor Micaelson Lacerda, líder da banda Sétimo Selo. Além da entrevista, o programa veiculará algumas músicas do recente disco lançado pela banda cratense, integrada, além de Micaelson (voz e teclados), por Luís Carlos Saraiva (guitarra), Marciel Lacerda (Baixo) e Tiago Bantim (Bateria).

O Programa Cariri Encantado acontece todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri AM 1020. O programa também é transmitido via internet no seguinte endereço: cratinho.blogspot.com.

A apresentação é de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Apoio Centro Cultural BNB Cariri.

Se ligue!

Sobre Arte & Cultura - Dihelson Mendonça

Dihelson Mendonça ao Piano

"O grande Problema quando se fala a palavra CULTURA, é que tanto os Políticos, quanto gente que supostamente teria algum conhecimento na área, acham que Cultura se resume a Reisado e Maneiro Pau. Até porque, 99 por cento dos políticos não tem conhecimento algum sobre Arte e Cultura."

Dihelson Mendonça

Na foto: O Pianista Dihelson Mendonça fotografado por Pachelly Jamacaru

ORAÇÃO RUBRO-NEGRA!


Hino do Flamengo
Lamartine Babo/Ary Barroso

Uma vez Flamengo

Sempre Flamengo

Flamengo sempre eu hei de ser

É o meu maior prazer

Vê-lo brilhar

Seja na terra

Seja no mar

Vencer, vencer, vencer

Uma vez Flamengo

Flamengo até morrer

Flamengo

Sempre Flamengo

Flamengo sempre eu hei de ser

É o meu maior prazer

Vê-lo brilhar

Seja na terra

Seja no mar

Vencer, vencer, vencer

Uma vez Flamengo

Flamengo até morrer

Na regata ele me mata

Me maltrata, me arrebata

Que emoção no coração

Consagrado no gramado

Sempre amado, o mais cotado

No “Fla-Flu é o Ai, Jesus”

Eu teria um desgosto profundo

Se faltasse o Flamengo no mundo

Ele vibra, ele é fibra

Muita libra já pesou

Flamengo até morrer eu sou

É, eu sou

Centro Cultural BNB Cariri - Programação Diária


Dia 03/12, quNegritointa-feira

Especiais - Cinema- ARTE RETIRANTE

Local: SESC Crato

Programa de rádio

14h Compositores do Brasil (apresentado por José Nilton Figueiredo).

Programa de Rádio semanal que divulga a obra de compositores brasileiros. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. Confira.

Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.

História/Patrimônio - TRADIÇÃO CULTURAL

19h30 Maneiro Pau do Mestre Raimundo. 60min.

O maneiro pau do mestre Raimundo é formado por homens e mulheres, mostrando à união de ambas as partes valorizando a história do sertão nordestino e revivendo a cultura do nordeste. O espetáculo entre uma peça e outra é narrado um pouco da historia do maneiro pau.

Música - ARTE RETIRANTE

20h Ermano Morais (Juazeiro do Norte - CE)

Reunindo música e poesia, Ermano Morais conta seus causos e descreve histórias de beija-flor, de ilusões doces, de corações desaguados, de garapa que só passarinho bebe. Esse plantador de mel que espalha pela lua o aroma das caboclas sertanejas e deixa no céu o olhar perpétuo dos zoim, mostra que tem bom tempero e com um repertório autoral de primeira linha convida a todos para desfrutar desse momento especial e conta ainda com belas parcerias do poeta Cleilson Ribeiro. 60min.

Local: Praça André Cartaxo, Mauriti-CE

FESTCINEDIGITAL

14h e 18h Exibição de Curtas

Local: CCBNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

ARTES VISUAIS

Exposições


Espaço Mestre Noza

Período: Permanente

O CCBNB homenageia Inocêncio da Costa, o Mestre Noza, com um espaço expositivo contendo 59 estatuetas de vários santos e um álbum com 15 gravuras, intitulado: "Via Sacra". Todas as obras expostas são do acervo particular do historiador Renato Casimiro.

Anjos - Di Freitas (Juazeiro do Norte - CE)

Período: 03 de novembro a 05 de janeiro de 2009

"Sacralização do espaço" é a palavra de ordem em Juazeiro do Norte. Alheio ao querer dos seus moradores e visitantes, a dimensão do sagrado, do devocional, com seu pertencimento simbólico de saberes universais e ancestrais, que é compartilhado por todos, nas ruas, casas, no modo de vida e de ser. A exposição busca trazer esta dimensão a um outro espaço, espaço que faça parte do cotidiano viver das pessoas, onde elas possam se reconhecer e ver a si mesmas, como agentes da construção desta grande instalação, constantemente construída, que é Juazeiro do Norte.

Recordações de uma Paisagem não Vista - Divino Sobral (Goiana-GO)

Curadoria: Daniela Labra

Período: 17 de outubro a 31 de dezembro de 2009

Recordações de uma paisagem não vista é um projeto inédito do artista goiano Divino Sobral, que dá seqüência à série de bordados em tecido que realiza desde 2000. Nestas obras, o artista cria narrativas bordadas em peças de vestuário e de uso doméstico envelhecidas manualmente, a partir de lembranças e impressões pessoais. Para este projeto em Juazeiro do Norte, Divino Sobral bordará estórias e lembranças de cearenses residentes em Goiânia, convidados a narrar memórias de tempos vividos em suas cidades de origem.

Além da Lata - Bené Pereira (Sousa-PB)

Período da Exposição: 28 de outubro a 31 de dezembro de 2009

Esculturas confeccionadas com materiais reciclados, como: lata, ferro, arame, tampinhas de metal, que demonstram, através de suas expressões, os vários sentimentos e atitudes humanas.

Fonte: CCBNB

MENGÃO TAMBÉM É CULTURA!



UM VEZ FLAMENGO, SEMPRE FLAMENGO!

A frase histórica e imortal tem autor conhecido, ainda que não reconhecido na proporção justa ao tamanho de seu feito. Seu nome é Júlio Silva um pernambucano e rubro-negro de quatro costados que já teria seu lugar reservado na memória nacional por ser o criador e mantenedor desde 1919 do famoso Bloco do Eu Sozinho, grande destaque dos carnavais de Olinda ainda hoje. O original bloco de carnaval composto de apenas uma pessoa, ele mesmo, vestido com uma camisa listrada e uma calça de cetim, conduzindo seu micro-estandarte. Em 1929, Júlio Silva participou de um concurso promovido pelo Flamengo para escolher uma frase que traduzisse o estado de alma de quem professa a "religião" vermelha e preta. A frase com que venceu o concurso ficou quase tão grande quanto o próprio Flamengo: Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo!


Júlio Silva faleceu em 1979, sem deixar continuador de sua original idéia que esteve presente em todos os carnavais cariocas desde o ano de 1919 até os anos 70. Mas a sua contribuição aos ritos da paixão flamenga ultrapassou as barreiras do tempo. Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo tornou-se a frase de abertura de nosso hino e mantra oficial da maior torcida do sistema solar, repetida bilhões de vezes ao redor de todo o planeta.Júlio Silva é a minha primeira sugestão de um civil para figurar no Panteão Rubro-Negro.


COMPOSITORES DO BRASIL - O Dia Nacional do Samba


"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é"


Por Zé Nilton


Ontem, comemorou-se, em todo o Brasil, o Dia Nacional do Samba. Claro que não houve nenhum evento oficial, com palanque, discursos, fogos e samba, muito samba. Mas, nalgum lugar desse grande país, naqueles redutos em que a Música Popular Brasileira é vivenciada e respeitada, claro que a turma lembrou e sambou, e sambou pra valer.
Alguns canais de televisão comerciais e não comerciais até que prestaram homenagens a esse dia. Saiu na Globo, e parece que isto é muito. Nas rádios daqui, nada. Lá pelo sudeste o Dia do Samba é mais lembrado.

Na crônica da MPB há quem aceite e quem não aceite esta data como o marco comemorativo do mais predileto dos ritmos brasileiros. Uns apontam outros eventos importantes que deveriam marcar este dia, como a data de nascimento de Tia Ciata, uma destacada baiana do Rio, cuja casa se tornou um ponto de referência dos adeptos do partido alto e do samba rasgado. Diz-se até que fora ali que classificaram o ritmo como samba. Outros, por seu turno, querem crer que seria mais representativo para a comemoração o dia 16 de dezembro, quando em 1916, Donga (Ernesto dos Santos), registra, como de sua autoria, na Biblioteca Nacional, a música “Pelo Telefone”, lançada em 1917, marcando o primeiro samba gravado no Brasil. Por fim, ainda há na crônica musical do Brasil quem defenda a data de 12 de agosto, de 1928, quando Ismael Silva e os Bambas do Estácio fundaram a primeira escola de samba, a “Deixa Falar”, hoje, a Escola de Samba do Estácio. Mas o Dia do Samba, foi constituído pela Câmara de Vereadores de Salvador, em 1940, como parte das solenidades em torno da visita do compositor Ary Barroso, no dia 02 de dezembro, que nunca havia estado na Bahia. Era uma forma de retribuição ao autor pelo samba “ Na baixa do sapateiro”.

E continuam as divergências. Quanto ao Samba como termo e como ritmo, pelo menos há três versões. Dar-se notícia do termo e, claro, se há o nome é porque existe o ritmo, entre os Indios Tapuias do alto sertão nordestino – os Cariris. No livro “Arte e Gramática da Lingua Brasílica da Naçam Kiriri, de autoria do padre Luis Vincêncio Mamiani, editado em Lisboa, em 1699, falava-se o termo sâmbá como expressão significativa de uma certa dança. Já Luís da Câmara Cascudo assegura que samba vem de semba, umbigo, no idioma africano angolês.

Há uma versão um tanto curiosa, por que hilária, sobre a origem do Samba. Francisco Guimarães (1875-1947), o velho “Vagalume”, misto de capitão da Guarda Nacional, repórter do JB e cronista carnavalesco, escreveu no seu livro “Roda de Samba”, reeditado pela FUNARTE em 1978, que a origem do samba foi mesmo na Bahia, e vem de duas palavras africanas: SAM - que quer dizer PAGUE e BA - que quer dizer RECEBA. Conta uma estória comprida, que vou tentar resumir.

Diz que havia, na Bahia, uma família de escravos. No tempo da alforria, houve um desentendimento do pai com um dos filhos. Este foi para o Norte e o pai ficou, conseguiu a “liberdade” e até enricou. O filho volta com muito dinheiro e tenta pedir perdão ao pai. Este não o quer perdoar. Então, o “conselho de anciãos”, chamado de “conclave” se reune e tenta convencer o pai a aceitar o filho pródigo. Quando o filho se aproxima do pai, pedindo-lhe perdão e oferecendo-lhe uma grande quantidade de dinheiro, como pagamento pelo seu imperdoável ato, o pai, mesmo assim, não o quer receber. Daí, a turma do conclave, que está em volta dos dois, achando que o pai não estava correto, divide-se em dois grupos, e começa a bater no chão com os pés, e com as mão, as palavras:

- SAM ! ... ( pague)
- BA ! ... (receba)

As pessoas presentes começara a repetir:

SAM! BA!

O autor termina sua estória dizendo: “Em seguida, pela pacificação da família, que era muito conceituada, todos cantaram e dançaram repetindo sempre: SAM! BA!
E aí está a origem do Samba”.

No Prograqma COMPOSITORES DO BRASIL, vamos homenagear o Samba, com as seguintes músicas:

Pelo telefone), de Donga e Mauro de Almeida
Samba da Bênção, de Baden Power / Vinícus de Morais, com Vinícius de Moraes
Samba Aristocrático, José Dilermano / Moreira da Silva, com Moreira da Silva
Saudade do Samba, de Fernando Lobo/ Paulo Soledade, com Mário Reis
Samba da MinhaTerra, Dorival Caymmi, com João Gilberto
Argumento, de Paulinho da Viola, com Paulinho da Viola
Pra que Discutir com Madame?, Janete de Almeida, com Rosa Passos
A Voz do Morro – eu sou o samba – de Zé Keti, com Luiz Melodia
Tem Mais Samba, Chico Buarque, com Chico Buarque
E Lá Vou Eu, João Nogueira, com João Nogueira
Apoteose ao Samba, de Silas de Oliveira / Mano Décio da Viola, com Paulinho da Viola.

Quem ouvir, verá!

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas de 14 às 15 horas



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nascer do dia - Por Emerson Monteiro

Conferência Regional de Cultura



Durante toda a terça-feira, (01), foi realizada no auditório do SESC, a Conferência Regional de Cultura. Sob a coordenação da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, o encontro reuniu segmentos de atividades culturais de toda a região do Cariri e membros da sociedade civil.

Na ocasião, foi aprofundada a discussão sobre o eixo temático “Cultura e Desenvolvimento”, da II Conferência Nacional.

Pela manhã, o professor de direitos culturais da UNIFOR e ex-secretário de cultura de Guaramiranga, Humberto Cunha, proferiu palestra sobre cidade como fenômeno cultural, memória e transformação social e acesso, acessibilidade e direitos culturais.

A plenária foi dividida em grupos na parte da tarde, discutindo sobre cinco temas: Planejamento e Gestão; Fomento/Incentivo; Formação e Pesquisa; Difusão e Comunicação; e Patrimônio Cultural.

Eleitos pela plenária, os delegados participam da Conferência Estadual, que acontece entre os dias 08, 09 e 10 de dezembro, em Fortaleza. A Conferência Nacional está prevista para março de 2010.

VENTRE

Joilson Kariri Rodrigues

O que gesta no teu ventre?
o verbo divino que nao se conjuga
um menino pedindo ajuda
pro vazio de um pai ausente.
O que germina no pó dessa estrada
no alumiar de cada dia,
uma santa pra ser mulher
a fome que nao se esgota
e as dores de quem suporta
na força de ser o que é
ave maria, ave mulher!
O que gesta no teu ventre?
ave do sertão de avoá rasante
ou uma orquidia roxa
mansidão das ovelhas mochas
toda água suja da vazante.
Que venha ser na dor que é tanta
breu da escuridão ou raio de luz
maria madalena ou menino Jesus
Orixá da paz na guerra santa
O que gesta no teu ventre?
sangue do inocente na hóstia do pecador
o avesso da sorte, ódio que vira amor
que venha sofrer de ser gente
pra depois ser o que puder
o que gesta no teu ventre
ave maria, ave mulher!

SOPA DE LETRAS


Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 02/12, quarta-feira

14h Especiais - Cinema- ARTE RETIRANTE
Local: SESC Crato

14h Programa de rádio

BLUES (com Michel Macedo)

Programa de Rádio semanal que divulga a programação do CCBNB Cariri em meio a muita música e informações culturais diversas. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. Confira.

Rádio Educadora do Cariri AM 1020.

Sessão Curumim

14h T'Choupi.

T'Choupi, maravilhado com a pequena e nova cidade na qual vai morar, encontra a liberdade com os belos dias de verão, a praia, as férias e os amigos que começa a fazer. Mas, há um mistério que assusta as crianças: o roubo de suas bicicletas. T'choupi começa a investigar o caso junto com os novos amigos Pilou e Lalou, passando por momentos de emoções e perigos. Animação. Cor. Dublado. Livre. França, 2004. 70min.

16h As Aventuras de Azur e Asmar.

Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.

Local: Caririaçu (Centro Cultural Dr. Raimundo de Oliveira Borges. Av. Francisco Barros Sobrinho, 40).

Literatura/Biblioteca- Troca de Idéias

19h Lançamento do livro Padre Cícero, de Lira Neto. 60min.

Padre Cícero é o resultado de dez anos de pesquisa de Lira Neto, autor de livros como O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar e Maysa: só numa multidão de amores, que deu origem à minissérie da tv Globo. Nesta biografia, uma das mais aguardadas do ano, o autor se debruça sobre a vida do mais amado e controvertido líder religioso que o Brasil já teve: Cícero Romão Batista, o Padim Ciço dos romeiros e fiéis, baseado em documentos raros e inéditos, o autor reconta, com riqueza de detalhes, os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. 60min.

Local: CCBNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte).

Fonte: CCBNB

A corrupção do dia de hoje - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Quando alguém nos diz para reconstruir a casa toda por causa de um vazamento sempre desconfiamos da solução. Sabemos que a troca de alguns canos pode ser a solução. Eis que a corrupção vaza por todos os canos da República.

As imagens da corrupção no Distrito Federal, ampla, geral e irrestrita a todos os poderes bem diz de tantos canos oxidados. Aliás, quando do “escândalo” do mensalão, tanta “sangria” que o PSDB e o DEM conseguiram do PT e do próprio presidente da República. Maior foi o exangue uma vez que o Partido dos Trabalhadores fazia política exatamente na fenda da corrupção. A corporação da Deputação e da Senatoria jamais se esquecera dos trezentos picaretas que o Lula denunciara.

Especialmente no olimpo do Senado em que os filhos bem criados da elite nacional se julgam acima do bem e do mal. Legislam e comissionam para si e ainda acham que atendem ao coletivo da multidão do território pátrio. Os “contrabandos” em artigos da legislação para atender a lobbies, as pressões sobre os órgãos de fomento para financiarem a empresa dos amigos, a grana dos fornecedores do Estado numa cadeia que apenas sustenta o mesmo modelo concentrador da renda nacional. E sem renda familiar não existe nem mercado interno e nem transparência democrática.

Por vezes há que se enfrentarem os graves problemas. Ninguém pode se acovardar apenas por que existe um gigante morando na ponta do enorme pé de feijão. E os juros nacionais pagos e a pagar? Não se encontra na mesma matriz da corrupção? Mas enfrentar o capital volátil internacional, predador e falso, olhar as contas evasivas das famílias de sucesso financeiro cá dentro, é uma missão de união de todos. Pois todos sofreremos juntos e igualmente juntos estaremos no outro lado confiando em nós mesmos e na defesa de todos os brasileiros. Ou seja, de sua economia nacional.

Então não vamos cair na patetice do médico que joga fora o bebê junto com a água da bacia. Ao contrário do que os “catões” da república cospem apenas das papilas gustativas para fora ou destas “vestais” que lembram o velho provérbio do “sepulcro caiado”. Ao contrário, repito, vamos fazer mais política. Vamos exercer mais democracia direta, relativizar um pouco a instituição da representação. E relativizar ainda pode não ser a superação desta representatividade, mas subordiná-la ao cotidiano de cada manhã ao invés destas visitas eventuais de quatro em quatro anos.

E os corruptores? Mamando nas tetas do Estado, ou tentando salvar seu “negócio” de “fornecedor eterno”, se tornam irmão siamês, necessário e inarredável da “instituição” da corrupção. Lembram das empresas de propaganda e marketing que serviam de fachada para os financiamentos do “mensalão”, o do PT e o mineiro do PSDB? Olhem para as empresas de informática que aí tem. Olhem para os fornecedores de material didático, para as empresas de comunicação, para os materiais de saúde e, claro, como é velha a república, para os empreiteiros.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O INVENTÁRIO DAS PALAVRAS...Wilson Bernardo!

Em breve o livro...SE EU PEGAR EU CHUPO!
UM LEGUME ROSADO.
Uma Bage de feijão
E uma vagina
Tem a mesma função...
Debulhar o orgasmo
Cozinhar os grãos.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

CONVITE!

Agende-se!

Agende-se!

UM TIPO INESQUECÍVEL! (*)


Sr. Abidoral Rodrigues Jamacaru

Em 1905 nascia, na Vila de Jamacaru, hoje distrito do município de Missão Velha, no Ceará, o cidadão Abidoral Rodrigues Jamacaru.
Mas foi somente em 1918, portanto aos treze anos de idade, que ele migrou desse modesto lugarejo para a cidade de Crato, também no sul do estado do Ceará. Era o começo de uma cumplicidade eterna entre um ilustre desconhecido e a cidade que ele escolhera para viver.
Cheio de amor e entusiasmo pela nova vida, o então rapazola Abidoral colocou em ação, não apenas seus planos de vida e força do trabalho, mas, principalmente, nas noites boêmias da nova terra, sua alma de artista regida pelos acordes mágicos de seu plangente bandolim.

A cidade e o comerciante...

Nessa sua nova fase de vida, Bidinha, como era chamado, deu início às suas atividades no comércio local na condição de empregado da Casa Mattos (comércio de miudezas), cujos proprietários eram os ilustres comerciantes Izaias e Joaquim Mattos.
Em 1927, em parceria com o Senhor João Ranulfo Pequeno, Abidoral instalou, na Rua Bárbara de Alencar, uma pequena loja de variedades.
Decorridos dois anos da sua fundação, João Ranulfo negociou sua parte com o seu parente José Horácio Pequeno (futuro Prefeito do Crato) que, por sua vez, ajustou venda de seu capital ao futuro e único proprietário Abidoral Rodrigues Jamacaru.
Com um pequeno capital de Cr$1.200,00 (Um mil e duzentos cruzeiros), o novo dono transformou a firma na tradicional CASA ABIDORAL.
Na época, num pequeno trecho da Rua Bárbara de Alencar, centro da cidade, foram seus contemporâneos de comércio: Moacir Barreto Dantas, Expedito Barreto Dantas, Sá Barreto, Cícero Beija-Flor, José Vilar, José Eurico, Manoel Teixeira, Joaquim Patrício; Tarcísio Leitinho, Balduino Bezerra, Almir Carvalho, João Gualberto, José Honor; a família Belchior, Raimundo Oliveira, Alfredo Leite (Seu Alfredinho), Leonel; o padeiro português Acácio, o relojoeiro Nonato, o Barbeiro Zé de Zumba, o bodegueiro Ioiô, o courista Vela Branca, Mário Correia de Oliveira e tantos outros.

O Músico, o seresteiro o amigo...

Ao Crato, sua grande e inesquecível paixão, ele doou aquilo que mais amava na vida, que era a arte de encantar e embalar o povo com música. Para tanto compôs, entre outras melodias, a belíssima “Crato Querido”, a inesquecível “Céu Azul” (gravada pelo filho Pachelly Jamacaru); o eletrizante choro “Bagaceira” e o duplo sentido “Onde é que as muié do Piquitão...?”... Esta uma alusão às mulheres que catavam o fruto do pequi na Floresta da Chapada do Araripe.
Seu máximo, que levava ao delírio homens e mulheres sedentos de paixão, era, sob a luz do luar, nas frias e boêmias ruas dessa cidade, executar, dedilhando o seu mágico bandolim, inesquecíveis serenatas.
Esse espírito artístico e sonhador que o Crato conheceu, acompanhou o Sr. Abidoral até os últimos momentos de sua vida. No entanto foi um legado poeta que não morreu! Ele, endossado pelos caprichos literários de sua esposa, a Sra. Ana Aires de Aquino Jamacaru – Doninha - continua na genética de seus filhos e netos, espalhados pelo Crato e mundo a fora.


Epílogo...

O tempo, implacável, foi aos pouco procurando dar o descanso não só ao trabalhador, mas, também, ao artista Abidoral Rodrigues Jamacaru que, no ano de 1975, após cinquenta e dois anos de lida, resolveu aposentar-se.
Nos anos seguintes, talvez num ato inconsciente de despedida do Crato, ele passou a praticar costumeiras andanças pelas ruas e praças dessa cidade acalantando, com sua cítara quase mágica, o povo a quem tanto amara.
E assim continuou até que, no dia 20 de março de 1994, mais precisamente às 09h40m, o então menestrel, sentindo-se com o dever cumprido, resolveu, para tristeza nossa e alegria dos anjos boêmios da eternidade, nos deixar.
O Céu, que um dia, em uma determinada canção, recebera desse poeta musical uma profunda e singela homenagem, ficara, a partir de então, como os olhos do próprio autor... Intensamente mais azul!

Homenagem de sua esposa Ana Ayres de Aquino Jamacaru (Em doce memória) e de seus filhos Hildeberto Jamacaru de Aquino, Ana Lúcia Jamacaru de Aquino, Abidoral Rodrigues Jamacaru Filho, Célia de Souza, Roberto Jamacaru de Aquino, Alberto Jamacaru de Aquino, Luciane Jamacaru de Aquino Schimidt, Pachelly Jamacaru de Aquino e Fátima Jamacaru de Aquino.

(*) O Título da Postagem é meu e o texto é do filho Roberto Jamacaru, que também escolheu a foto que a ilustra .

VER com os olhos livres


Blogueiros são alvo da Justiça - Postado Por : J. Flávio Vieira





Diário do Nordeste
29/11/09

Campo fértil para a livre exposição de ideias, os blogs, considerados diários eletrônicos, rapidamente se popularizaram no mundo. A interatividade da ferramenta que possibilita que o autor mantenha um contato direto com seus leitores, é um dos principais atrativos do sistema. Mas aí é que mora o perigo. Muitos blogueiros, até por desconhecerem a legislação, podem ser alvos de processos por comentários de terceiros.
O caso mais recente foi do cearense Emílio Moreno, estudante de jornalismo que mantém o blog Liberdade Digital. Esse foi condenado a pagar R$ 16 mil à diretora de uma escola por um comentário ofensivo feito por um anônimo, que comentava uma briga entre alunos na escola.
O problema é que o autor de um blog não está isento de responsabilidade civil ou mesmo criminal decorrente do comentário de terceiros em sua página eletrônica. O caso pode piorar para o lado do blogueiro se ele tiver a ferramenta para autorizar, editar ou apagar os comentários. Quando o comentário é anônimo ou enviado por e-mail inexistente a recomendação é que o comentário, caso seja ofensivo a terceiros, seja apagado ou mesmo não seja liberado para a página.
A acusação mais comum contra blogueiros é de crimes contra a honra. Que pode ter como condenação a prestação de serviços à comunidade ou multa.
CensuradosO Blog ´Tijoladas do Mosquito´, assinado por Amilton Alexandre, foi cassado por uma juíza de Santa Catarina. Amilton fez comentários contra a senadora Ideli Salvatti (PT), ela não gostou e entrou com um processo contra o blog. A juiza concedeu liminar ordenando a concessão do direito de resposta à senadora e, em seguida ordenou a cassação do blog e o impedimento de que o editor publique até mesmo charges e matérias de jornais (ou quaisquer outros meios de comunicação) a respeito da senadora.

A jornalista Alcinéa Cavalcante, é conhecida como destemida e a única a enfrentar o senador José Sarney no Amapá. Ela foi indiciada pela Polícia Federal por um comentário publicado em agosto em seu blog ofendendo Sarney. Um leitor comentou, em um post em que ela reproduzia uma nota sobre Sarney, afirmando que toda família do senador "fedia". Ela reclama da censura e diz que no Amapá não existe liberdade de expressão.
Desde 2006, Alcinéa foi alvo de mais de 20 ações movidas por Sarney e condenada a pagar mais de R$ 2 milhões em multa. Ela fechou o blog e abriu outros. Hoje está com o domínio http://www.alcinea.com/. Onde a jornalista comenta as principais notícias do seu Estado. Já o jornalista Altino Machado ex-repórter dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, e famoso pela cobertura da luta de Chico Mendes, tem um dos blogs mais temidos do Acre. Já recebeu inúmeras ameaças de morte e até sofreu atentados. No ano de 2007, foi condenado por ter publicado uma foto do neto da professora Íris Célia Cabanelas Zannini, então presidente do Conselho Estadual de Educação.

Postado Por : J. Flávio Vieira
( postado no Blog do Crato )

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um texto para chamar a atenção dos historiadores. - Luiz Felipe de Alencastro

Esta postagem me foi autorizada pela autor: Professor Luiz Felipe de Alencastro, grande amigo de Violeta e Miguel Arraes. Mora em Paris onde pesquisa e ensina. Ele tem um blog muito interessante chamado Sequências Parisienses (http://sequenciasparisienses.blogspot.com/). Apenas postei o texto dele após me autorizar com muito carinho: Sr. José, Pode publicar, sim, a postagem. fico muito honrado de estar num blog do Crato, terra dos meus queridos e saudosos Miguel e Violeta

O texto que segue abaixo é muito interessante pois revela que haviam estrutura intercontinentais, no bojo do mercantilismo, que organizavam forças militares que juntavam as duas faces (América e África) numa só força militar. Aliás quando se observar a própria formação da bandeiras paulistas, talvez se encontre nelas uma forma de organização deste tipo de força. É um texto para historiades se interessarem pelo tema.

O texto abaixo é extraído de um artigo meu intitulado História Geral das Guerras Sul-Atlânticas: o episódio de Palmares que será publicado em Flávio Gomes (org.), Mocambos de Palmares. História, historiografia e fontes. 7Letras editora/FAPERJ, R.J.,2009.

O tema do artigo é mostrar (de novo) que o Atlântico Sul configurava um só espaço colonial unindo o Brasil à África portuguesa, e principalmente à Angola. Noutra parte do artigo, mostro como Palmares também foi atacado por milicianos reinóis e “brasílicos” (colonos do Brasil que ainda não possuiam o sentimento nacional) que haviam combatido em Angola. E tinham, portanto, a prática das guerras africanas. Aqui me concentro num poema sobre milicianos pobres que reclamam por não ter recebido prebendas após a destruição de Palmares. Nas notas de pé página marquei as diferenças entre esta interpretação e as análises de Luiz Mott e de Clóvis Moura, que também estudaram o poema. Marco, antecipadamente, o aniversário da morte de Zumbi, no dia 20 de novembro.

***
« Um texto de um pé-rapado brasílico reinvidica sua parte de glória na defesa do ultramar. Trata-se de um poema sobre a petição dirigida ao Conselho Ultramarino por um soldado raso que combatera como “praça de pé” (sic) no ataque final a Palmares, em 1694. Pereira da Costa, sempre atento à documentação, publicou o poema em seus Anais Pernambucanos. Mas não indica de onde o extraiu, nem se havia papelada anexa. Composto no esquema de rima abbaaccddc, o poema é uma variante da „décima espinela‟, forma literária do barroco ibérico utilizada, entre outros, por Calderon de la Barca (“La vida es sueño”) e Gregório de Matos (“Define sua cidade”). Na sequência, a décima popularizou-se na América Latina, sendo ainda celebrizada nos dias de hoje pela guajira cubana, a literatura de cordel e os violeiros nordestinos. Neste caso -, como no gênero “dez a quadrão”-, a décima é dialogada, com um violeiro entoando um verso, o outro o verso seguinte, e os dois juntos cantando os dois últimos versos. Assim, a décima dá ao poema o tom de uma queixa picaresca que pode ter sido lida, recitada ou cantada em Pernambuco, dando grande alcance às sentenças dos versos. Zebedeu, nome de origem bíblica tornado folclórico em Pernambuco e noutras partes, “filho de Braz Vitorino” (para rimar com Conselho Ultramarino), não se refere aqui a uma pessoa precisa, mas a um grupo de soldados pobres, preteridos na distribuição de presas e prêmios depois da guerra de Palmares. O apelo ao Conselho Ultramarino -, “justiceiro” e “afamado”-, merece reflexão.

Os versos ilustram o conhecimento amplo, nesta parte do ultramar, de que este foro palatino -, mais que o governador da capitania, o governador-geral e o próprio rei -, apresentava-se como a instância legítima e adequada para a solução definitiva dos contenciosos coloniais. Em seguida, como apontei alhures, evidencia-se a repactuação entre o centro e a periferia mediante a distribuição de cargos e o reescalonamento do mérito dos combates ultramarinos.

Contemporâneo da obra de Gregório de Matos, o poema retrata a situação do praça de pré, recrutado “quase menino” e despachado mal equipado, descalço (talvez venha daí a autoironia da expressão “praça de pé”), para a friagem da Serra da Barriga. “De fome e frio morrendo, descalço de pés no chão”, para ali combater “noite e dia”, onde “se estrepou” (isto é, se feriu no “estrepe”, paus pontiagudos postos em torno de Palmares ou enfiados em buracos dissimulados, os “fojos”). Sem receber nenhuma recompensa em propriedade, em soldo ou em promoção, nem “terras, [nem] dinheiro, [nem] patente”. O verso sobre o “valentão” Félix José pode referir-se à generalidade dos camponeses açorianos vítimas de recrutamento forçado, cuja inexperiência de combate valia-lhes frequemente o apodo de “bisonhos”. Tanto Zebedeu, pobre “bolônio” (bocó), como seus aparceirados, foram em frente, dando batalha feroz aos palmaristas, “vis escravos” a quem “não trataram como gente”, quer dizer, a quem trataram como se fossem bichos. No final das contas, foram os soldados e cabos que se acovardaram que receberam recompensas.

Sem recomendações de seus superiores ou de potentados locais, estes “zebedeus” invocavam a proteção e o testemunho de santo Antônio, de quem traziam o santinho ou a medalha (“junto a mim noite e dia”), e que fora oficialmente declarado patrono e soldado pago das tropas que atacaram Palmares. E no final, o pedido para o que dá o direito de juntar bandoleiros e pilhar índios e quilombolas com a chancela da Coroa. A única saída para quem não tinha nome ou propriedade. O lugar de quem tudo pode no sertão: capitão

Eis o poema em verso quebrado do praça estrepado:
“Ao Conselho Ultramarino
Que tão justiceiro é,
Zebedeu praça de pé
Filho de Braz Vitorino,
Bem moço, quase menino,
Para Palmares marchou,
Pelo que lá se estrepou
Sendo um dos desgraçados,
Que voltaram aleijados
E por fim nada ganhou.

Ali de arcabuz na mão,
Dia e noite combatendo,
De fome e frio morrendo,
Descalço, de pés no chão,
Ao lado do valentão Félix José dos Açôres
Que apenas viu dos horrores,
O painel desenrolar-se
Foi tratando de moscar-se
Com grande sofreguidão.

Do que venho de narrar,
Apesar de ser bolônio,
Pode o padre Santo Antônio
Muito bem corroborar,
O que não é de esperar
Proceda d'outra maneira,
A sua fieira
Sua afeição, valentia,
Pois junto a mim noite e dia
Não desertou da trincheira

Ele viu, bem como eu,
Quando o combate soou
Quando a corneta tocou,
A gente que então correu;
A essa foi que se deu
Como garbosa e valente
Terras,dinheiro, patente
Com grande injustiça e agravos
P'ra aquêles que aos vis escravos
Não trataram como gente.

A vós Conselho afamado
Que a justiça só visais,
Para que não amparais
O pobre do aleijado?
Que no mundo abandonado
Sem ter quem lhe estenda a mão,
Tem por certo a perdição,
Da vida, pois quase morto,
Só poderá ter confôrto,
Se o fizerdes - capitão.”

Quer tenham sido mercenários dos fazendeiros na América, quer fossem milicianos agregados às tropas regulares em Angola, tais combatentes – capitães, cabos e “zebedeus” -, faziam valer seus talentos de bugreiros e de capitães do mato nos dois lados do mar.

Para além dos documentos, e na ausência de outros textos como o poema acima, é preciso considerar a troca de experiências facultada pelo convívio destas tropas tricontinentais, multiétnicas e de variada condição social, cujo traço comum era o Atlântico Sul, e não o Brasil ou Angola. Torna-se essencial mapear os itinerários para saber quem conversava com quem, num mundo em que muita gente sabedora das coisas não sabia escrever. Nos arranchamentos angolanos e brasileiros, nos tombadilhos dos navios que atravessavam o oceano, nos serões africanos e nas selvas americanas, essas tropas compunham um gênero de novo exército colonial de brancos, negros, índios e mestiços que, “de pés no chão”, pilhava rebeldes e nativos dos dois continentes.

Não há exemplo de tropas deste gênero e com este raio de ação, agindo nos outros teatros da moderna expansão européia.

VENHA VER MEU TEATRO


Com o espetáculo BR 116 foi aberto o programa Venha Ver o Meu Teatro, organizado pela Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte. O evento se estende até o mês de março de 2010, no Teatro Marquise Branca, e servirá para o público acompanhar o que Juazeiro tem de melhor nas artes cênicas. Em cartaz até o dia 05 de dezembro, BR 116 é um espetáculo encenado pelo grupo Alysson Amâncio Companhia de Dança. A peça traz fatos, lendas, sonhos e tragédias que acontecem na maior rodovia do país, mas usa a estrada como uma espécie de metáfora com nossos medos, obstáculos e desejos. As encenações acontecem sempre nas quintas, sextas e sábados, às 20 horas, com entrada gratuita. Até março do próximo ano, oito espetáculos serão apresentados.

CONFERÊNCIA DE CULTURA

Está confirmada para amanhã, 1º de dezembro, a realização da Conferência Regional de Cultura. O evento acontece na unidade SESC de Juazeiro do Norte, a partir das 8 horas da manhã e vai reunir representantes da cultura popular de vários municípios da região do Cariri e Centro-sul. Após discussão dos vários temas e ouvidas as sugestões, a plenária vai eleger representantes que participarão da conferência estadual, a ser realizada em Fortaleza. A conferência regional faz parte das articulações e discussões referentes à Conferência Nacional de Cultura, que será realizada em Brasília

domingo, 29 de novembro de 2009

O INVENTÁRIO DAS PALAVRAS...Wilson Bernardo!

BOCA DE SAPO...LAGOAS!
O sapo engole a brasa
pela intensidade da luz.
Noite clara de lua cheia
o sapo morre engasgado.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Provocação















pelo buraco que há do lado de cá

-- ser brasileiro?
ser brasileiro
é uma dor de se caminhar
sobre vidros que mais parecem folhas
mas são vidros finos para o corte
sob um céu todo crivado de desgosto
e sobre a língua um amargo sabor
lágrima de meu peito que se desgasta

há um sorriso (sim!) que arrebenta aqui
no acre no piauí em qualquer parte
em que a fome aparta os corpos
com pancadas firmes no estômago
e os corpos espatifam-se em fumaça fria
e dissolvem-se na água morta
meu rosto que se crispa
cansado de palavras

ser brasileiro assim (antônio) é uma dor
além dos jornais além dos palcos
além da lente sobre romário
além da luz que cerca tua voz
por onde versos de pessoa
passam e enfeitiçam
muito além das cores
o dia quase morto
é ter a mão cortada o chão da favela
marcas de látegos e o nome
escrito nos muros do medo

-- medo dança efígie no meu olho
atrás da porta
o filho que sorri no escuro
plantado nas calçadas
um brasil (sim!) tão alto muro

brasil fincado nas margens do brasil
centro do silêncio do nada
do choro que não será ouvido
e ao olvido será relegado

-- ser brasileiro assim (antônio) é uma dor
que vem de dentro da palavra

ausência


200?

Poema e foto: Chagas.

ARTE POSTAL


sábado, 28 de novembro de 2009

A filosofia de cada um de nós.

Antonio Gramsci, um filósofo da práxis.

Publicado originalmente em meu blog pessoal, "História e seus afins..." (em 27/11/2009)


Para Antônio Gramsci, todos os seres humanos são "filósofos". Como militante da filosofia da práxis (marxismo), ele entendia que as pessoas tem sua concepção de mundo, ainda que não consciente, ainda que acrítica, e essa concepção é expressa na linguagem. O que difere em cada ser humano é como ele atua nesse mundo. Então, não somos "filósofos" no sentido estrito da palavra. E nem estou desmerecendo os profissionais da filosofia, professores que dão aula dessa disciplina. Apenas estou referenciando o uso da palavra "filósofo".


Os trabalhadores "braçais" também são filósofos!

Se todos somos "filósofos" porque algumas concepções são coerentes, integradas, críticas e levam à mobilização enquanto outras causam o "estranhamento", a submissão e a alienação?
Para Gramsci, a consciência dos humanos, abandonada à própria espontaneidade, sem ser crítica de si mesma, vive sob influências ideológicas diferentes, elementos díspares, que se acumularam através de estratificações sociais e culturais diversas. Ou seja, a consciência dos humanos é resultado das relações sociais, sendo ela mesmo, uma relação social.

"Filosofia é a concepção do mundo que representa a vida intelectual e moral (catarse de uma vida prática) de todo um grupo social, concebido em movimento e considerado, consequentemente, não apenas em seus interesses atuais e imediatos, mas também nos futuros e mediatos; ideologia é toda concepção particular dos grupos internos da classe, que se propõem ajudar a resolver problemas imediatos e restritos. Mas, para as grandes massas da população governada e dirigida, a filosofia ou religião do grupo dirigente e dos seus intelectuais, apresenta-se sempre como fanatismo e superstição, como motivo ideológico próprio de uma massa servil. E o grupo dirigente não se propõe por acaso, perpetuar esse estado de coisas?" ¹

E olha que Gramsci faleceu há bastante tempo e nem soube do fenômeno religioso do Padre Cícero e das romarias no interior do Nordeste brasileiro...

Romeiros que visitam a estátua de Padre Cícero - Juazeiro do Norte -CE

Mas para Gramsci, apesar de haver um domínio das ideologias dominantes sobre as classes subalternas, isso não ocorre de forma mecânica e integral, apesar do exercício de hegemonia. Há resistência e há também uma reformulação dessa ideologia e filosofia. A verdade é que as necessidades efetivas, as reivindicações, inclusive as relativamente espontâneas, provocam um impulso para as lutas, reivindicações e movimentos. E quando as classes subalternas tem um comportamento que entra em contradição com a concepção de mundo na qual foram educadas, ou adestradas, a gritaria de quem domina é logo ouvida. Pedem logo a "paz" e a "segurança". A "paz" que geralmente pedem é a paz da hegemonia, do domínio de classe e a "segurança" quer dizer, "povo, ralé, fiquem no seu lugar!".

Brasileiros indo para o trabalho de Metrô.

Também pudera. Se olhamos para o quadro de miséria que ainda existe no Brasil e pensarmos que os mais pobres estão condenados eternamente a esse mesmo quadro, cairíamos em um determinismo ou fatalismo chocante. Mas a filosofia da práxis não tem nada de fatalista ou determinista. Mesmo assim, a maior parte dos trabalhadores leva uma vida difícil, só um exemplo, o do transporte coletivo, dá bem a imagem que retrata essa situação. Nas grandes cidades, ônibus, vans, trens lotados. No "Brasil profundo", ainda transitam os "paus-de-arara", mas isso sempre para os trabalhadores, nunca para as classes dominantes, nunca para nossa "elite branca".

E Gramsci deixa-nos uma questão: Onde está a "filosofia real"? Para ele, a filosofia real do indivíduo e da coletividade deve ser buscada no agir. A filosofia de uma pessoa está na política dessa pessoa. Enquanto existir contradição entre a ação e a concepção de mundo que a guia, a ação não poderá ser consciente, será sempre fragmentada. Ou seja, ações extremadas, espamódicas, estagnação, rebeliões desesperadas. Depois, passividade, extremismo ou oportunismo. Desse entendimento, Gramsci como adepto da filosofia da práxis aponta que a a ação consciente exige ser guiada por uma concepção de mundo, por uma visão unitária e crítica dos processos sociais. Aos trabalhadores cabe formular essa concepção. Assim sugeriram Karl Marx e Friedrich Engels ao gritarem no Manifesto: "Proletários de todos os países, uni-vos". Ainda estamos bem longe disso, mas, as classes dominantes ainda dormem intranquilas, sonhando com sua "paz e segurança" que a cada dia ficam mais distantes.


¹ GRAMSCI, Antonio. Concepção Dialética da História. 9ª Edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, p. 226-227.





A VERGONHA DA CENSURA É BEM MAIOR POIS SANTIFICA A HIPOCRISIA...MOSTRA SESC UMA LATA DE CONSERVAS.

MINHA SINCERA HOMENAGEM AOS QUE ME CENSURARAM,POIS AQUI NÃO PERNOITAM já levantaram voo com seus bolsos recheados de GRANA fácil a farta dos enlatados,curadores embebecidos em orgias de poderes exclusos,o que tudo pode nos bastidores de uma mostra de comadres,barganhados no interresse pessoal de furtarem a cultura local e famigeral a nossa arte,e não somos provincianos,escutar o improvável e o inesperado se faz necessário que me fechem as portas pois minha poesia é bem mais forte e recheada de becos, cabarés e guetos muito mais honestos do que esses importadores de orgias regados a ervas de santa madre manipulação.CENSURAR A POESIA é muito mais vergonhoso do que as palavras proferidas no transe da poética e viva sim o absurdo seus comedores de ervas defectiveis seres.

IMORAL É O POETA QUE ESCREVE RUIM.
ESSE É PORNOGRÁFICO ATÉ DORMINDO...
José alcides pinto
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Oficialmente velho



Leonardo Boff


Neste mês de dezembro completo 70 anos. Pelas condições brasileiras, me torno oficialmente velho. Isso não significa que estou próximo damorte, porque esta pode ocorrer já no primeiro momento da vida. Mas éuma outra etapa da vida, a derradeira. Esta possui uma dimensãobiológica, pois irrefreavelmente o capital vital se esgota, nosdebilitamos, perdemos o vigor dos sentidos e nos despedimos lentamentede todas as coisas. De fato, ficamos mais esquecidos, quem sabe,impacientes e sensíveis a gestos de bondade que nos levam facilmente àslágrimas,
Mas há um outro lado, mais instigante. A velhice é a última etapado crescimento humano. Nós nascemos inteiros. Mas nunca estamosprontos. Temos que completar nosso nascimento ao construir aexistência, ao abrir caminhos, ao superar dificuldades e ao moldar onosso destino. Estamos sempre em gênese. Começamos a nascer, vamosnascendo em prestações ao longo da vida até acabar de nascer. Entãoentramos no silêncio. E morremos.
A velhice é a última chance que a vida nos oferece paraacabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Nestecontexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: "na medida em quedefinha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homeminterior"(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Queé o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de sere de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical.Esta identidade devemos encará-la face a face.
Ela é pessoalíssima e se esconde atrás de muitas máscaras que a vidanos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis.Eu, por exemplo, fui franciscano, padre, agora leigo, teólogo,filósofo, professor, conferencista, escritor, editor, redator dealgumas revistas, inquirido pelas autoridades doutrinais do Vaticano,submetido ao "silêncio obsequioso" e outros papéis mais. Mas há ummomento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Entãodeixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos: Afinal, quemsou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios meatormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida emque tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem àlume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se paradentro do Inefável.
Este é o desafio para a etapa da velhice. Então nos damos conta deque precisaríamos muitos anos de velhice para encontrar a palavraessencial que nos defina. Surpresos, descobrimos que não vivemos porquesimplesmente não morremos, mas vivemos para pensar, meditar, rasgarnovos horizontes e criar sentidos de vida. Especialmente para tentarfazer uma síntese final, integrando as sombras, realimentando os sonhosque nos sustentaram por toda uma vida, reconciliando-nos com osfracassos e buscando sabedoria. É ilusão pensar que esta vem com avelhice. Ela vem do espírito com o qual vivenciamos a velhice como aetapa final do crescimento e de nosso verdadeiro Natal.
Por fim, importa preparar o grande Encontro. A vida não éestruturada para terminar na morte, mas para se transfigurar através damorte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidadee encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Aísaberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome.Nutro o mesmo sentimento que o sábio do Antigo Testamento:"contemplo os dias passados e tenho os olhos voltados para aeternidade".
Por fim, alimento dois sonhos, sonhos de um jovem ancião: o primeiroé escrever um livro só para Deus, se possível com o próprio sangue; e osegundo, impossível, mas bem expresso por Herzer, menina de rua epoetisa:"eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver". Mascomo isso é irrealizável, só me resta aprender na escola de Deus.Parafraseando Camões, completo: mais vivera se não fora, para tão longoideal, tão curta a vida.

Varal

Fundo de quintal. Uma corda estendia-se diagonalmente entre um galho de jaqueira e um ramo de figueira. Como que delimitava uma fronteira imponderável entre o pomar e o resto do mundo. Do fundo, a goela da manhã soprava um vento alísio que vibrava as folhas das árvores , arrancando do verde uma música lânguida e reconfortante. A um lado, logo abaixo da figueira, mal se entrevia uma mulherzinha atarracada, defronte a um tanque de alvenaria. Pano envolvendo a cabeça, vestido longo, desfalecendo o tecido solto até os pés, parecia uma afegã se dirigindo à mesquita. Uns braços roliços saltavam das mangas e, ritmicamente, iam batendo contra a laje do tanque, untadas de água e sabão, uma montanha de roupas. Elas se ajuntavam dentro de uma bacia posta por cima de um tamborete, ao pé da árvore. Lavadas, as peças iam sendo paulatinamente colocadas no varadouro, presas a pegadores, ao doce sabor adocicado do vento. Aos poucos, o sopro cálido , espargindo as roupas úmidas , como bandeiras desfraldadas, lhes roubava a umidade. Abaixo do varal estendiam-se vários buraquinhos, quase que milimetricamente esculpidos pelas gotas que escorriam das malhas de tecido.
À medida que as roupas se iam enxugando, alguns resquícios de manchas se tornavam mais visíveis em meio ao encardido das vestes. Como se o varadouro fosse um mastro e cada peça uma bandeira a expor simbolicamente histórias de batalhas pretéritas e seus espólios de guerra. A cueca do adolescente tentava esconder a mácula próximo a braguilha, resultado do míssil lançado, a contra gosto , na polução da noite anterior. A fraldinha do bebê , por outro lado, não estava nem aí para nódoa amarronzada que lhe marcava o centro do quadrilátero, como se calculada geometricamente por prumo de pedreiro. A calçola rósea da mocinha avermelhava-se ainda mais, tentando esconder a marca rubra da primeira menstruação. A colcha de cama tomava egoisticamente grande espaço do varal e fora virada com o lado avesso para o mundo, quem sabe assim não se ocultavam melhor os claros sinais da batalha de Eros travada por um casal na noite anterior ? No meio delas, uma mancha oleosa escura fazia um contraponto esquisito com as outras mais esbranquiçadas. A calça comprida parecia olhar com empáfia para os outros trajes pendurados na corda, entendia-se claramente ser do dono da casa, até porque mostrava como vestígios o respingado da tinta, um pouco esmaecida de um pintor de paredes. A Samba-Canção do vovô , com as desvanecidas manchas amareladas da incontinência, olhava algo sorridente para a fralda, presa do outro lado da corda, percebia claramente que as extremidades se tocam. O vestido de cambraia da dona de casa estampava manchas indeléveis, já aparentemente imunes à lavagem , típicos resquícios da cotidiana batalha doméstica.
De repente, a repetitiva e costumeira paisagem pareceu estilhaçar-se. Os galhos entrelaçados da figueira e da jaqueira fremiram como se assumissem o testemunho ocular de um crime perpetrado. Um macacão jeans, rapidamente esfregado pelas mãos da mulher, foi colocado, disfarçadamente, no varal. Mal ocultava marcas de óleo escuro que resistiam ao enxágüe. A colcha o observou com um ar de indisfarçável familiaridade. Um lufada de vento mais forte fez com que suas pernas enroscassem languidamente o vestido de cambraia, sob o visível olhar de reprovação de todo o varal. Abaixo, na terra úmida , os fluidos escorridos se mesclavam em homogeneidade, sem preconceitos. Corriam líquidos , como afluentes de um rio maior chamado vida. Unidos na fluidez , já era impossível definir sua origem. Apenas uma nódoa oleosa destoava , sobressaindo-se heterogeneamente no fluxo, dificultando a respiração dos peixes e a conciliação dos elementos a caminho da foz.

J. Flávio Vieira

recife é tão longe

(P/ Orlando Rafael)

porque hoje é sexta
e recife é uma cidade muito longe
pulsando neste que jamais
viu suas ruas
suas pontes
mas nem por isso lhe falta
uma saudade que vem
na voz de um cantador

recife é tão longe!...

se lhe mandasse um sorriso
o último de uma alegria cearense
ilusão de são paulo
para que fosse uma lembrança
de quem nunca esteve
e na ausência
se faz presente
pela voz de um cantador

recife é tão longe!...

o barulho do mar
a cidade entre as cordas do violão
crescendo no canto
suas imagens por trás das notas
esse lamento essa faca cortando
a alma de quem
jamais esteve
na cidade que vem
da voz de um cantador

recife é tão longe!...

de tão longe não se perde na distância
assoma-se das paredes do teto amarelo
toda a sua presença etérea e pesada
salta sobre esse instante
que para sempre ficará
pela voz de um cantador

recife é tão longe!...

Os cegos e a geopolítica da América Latrina



Falar sobre o estado crítico em que se encontra a cultura do Brasil, do Nordeste e mais especificamente do Cariri tem se tornado necessário já que a visão sobre isso não é nem de longe vislumbrada pelos nossos jornalistas da mídia maior (seja televisiva ou escrita). A respeito desta última, perdemos no Brasil nos últimos anos a qualidade da erudição dos nossos escrevinhadores de notícias, que ia de um Nelson Rodrigues a um José Guilherme Merquior.

Se alguma cabeça pensante quiser perceber o fosso que separa a geração desses escritores/jornalistas basta consultar seus livros, onde alguns deles são compostos das matérias que os mesmos escreviam, para a qualidade da escrita que hoje vemos em nossos jornais, assim como o grau de completo desconhecimento sobre o que passa na cultura ocidental, pondo assim gigantescas viseiras em nossos “(de) formadores de opinião”. Não podemos dizer que “ignorar” seja o verbo perfeito para classificá-los, pois assim seríamos displicentes com outros como “disfarçar”, “enganar” ou “cegar”. Todos eles encaixam-se perfeitamente para noventa e nove por cento da mídia nacional aonde alguns chegaram a denominá-la de PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Torna-se curioso tais observações, pois a mídia que é acusada de ser golpista é aquela que aparentemente sucumbe às tentações “do capital”, que supostamente vai de encontro às mudanças que atualmente ocorrem no Brasil, e/ou, no continente sul americano. A visão de uma impressa ineficiente de fato existe, porém, enxergar a grandiosidade do processo exigiria aos militantes de esquerda honestidade e percepção (quem achar um militante de esquerda com tais características não me mostre, pois será um oximoro). Numa perspectiva mais estadual podemos dizer que não sabemos de nada da geopolítica mundial e muito menos do importante processo de crescimento das esquerdas (seja por golpe de estado, ou por um aparente processo democrático de eleição) no continente latino americano iniciado desde os anos 60. Através da estratégia política traçada pelo italiano Antonio Gramsci, ideólogo que a maioria do povo brasileiro desconhece, e que a elite Cult que o conhece nega tal fenômeno, o povo brasileiro foi e é diariamente catequizado por uma doutrina socialista em que consiste primeiro ocupar a cena cultural, para que somente depois, caso a ala revolucionária esteja devidamente preparada possa acontecer à tomada do poder.

Ao ler as linhas acima o leitor pode imaginar que isso só pode ser fruto de uma mente muito fértil, ou do presente texto ter sido elaborado por algum partido de “direita” (como se houvesse algum partido de direita hoje no Brasil). Para não confundi-lo, demonstro com algumas poucas provas (e que se o leitor desconfiar poderá estudar alguns livros e verificar em outros sites) a extensão do processo. Como disse, o intuito de tomar o poder lentamente, ocupando primeiramente todos os espaços possíveis como jornais, (que ajuda a difundir para a grande massa a idéia esquerdista que a política socialista seria uma coisa benéfica, que o capital estrangeiro é culpado pela atual situação social do país, e que a imagem do capitalismo é de um conjunto de países que exploram outros países pobres) escolas, onde boa parte das disciplinas de história e geografia não só distorcem fatos como falsificam provas e difundem através de um extenso mercado editorial (que vai das primeiras séries até a universidade). Para conferir essa doutrinação observe no número de denúncias que o site http://www.escolasempartido.org/ tem conseguido organizar através de um trabalho notável totalmente desconhecido pela maioria dos pais. Aí estão denúncias de fraudes de conteúdos históricos nas mais diversas séries em escolas particulares públicas. Para que o leitor não fique assustado, é bom saber que o mercado editorial que produz a “elite” da intelligentsia é contaminado pelas mesmas fraudes de conteúdo histórico, cortes de obras importantes que rebateram os absurdos do socialismo desde co começo do século XX e que são omitidas criminosamente nas faculdades, dando aos alunos uma visão totalmente falha do processo, os induzindo de forma criminosa a adoção de ideologias que eles mesmos desconhecem. A editora Boi Tempo ( http://www.boitempo.com/ ) é uma das tantas que ignora totalmente gênios da economia que rebateram cabalmente o socialismo em todas as suas possibilidades como os economistas da escola austríaca, que vergonhosamente são publicadas no Brasil de modo improvisado por algumas poucas edições, ou agora pelo trabalho notável do jovem Rafael Hotz, estudante que traduz as obras do inglês para o português e as publica em seu blog http://enxurrada.blogspot.com/ .No blog (e não em nossas faculdades) encontramos obras traduzidas de Von Mises, Hayek, Rothbard, Charles Jhonson, entre outros, só para citar alguns dos maiores economistas do mundo que a mentalidade brasileira ignora quase que por completo.
Se o leitor até agora não leu nenhuma obra acima e nem nunca ouviu falar na figura do senhor Antonio Gramsci, infelizmente ignora do quanto foi catequizado, não só você através dos jornais, mas seu filho em sua escola, ou nas compras de sua esposa. Afinal, saber que produtos falsos vindos da China (comunista) como bolas Adidas, brinquedos de pelúcia, carvão, cimento, produtos elétricos entre tantos outros, são fabricados através da exploração de trabalhadores em regime de escravidão não é fácil de ser percebido. Como adivinhar o que se passa no outro lado do mundo? Certamente não é através da globo, da recordo ou tampouco no diário do nordeste ou no jornal o povo. O leitor que quiser tais informações terá que fazer um notável esforço que consiste em pesquisa e montagem de um extenso quebra cabeça que é gramscianamente escondido. Para dar uma colher de chá fica abaixo uma pequena lista de sites que poderá conferir as barbaridades do PT, sua relação com as FARC, MIR, os crimes do comunismo, fuzilamentos, corrupção e toda sorte de crimes que jamais você saberia se esperasse pela competência de quem comumente você pode ler: http://www.heitordepaola.com/index.asp, http://www.averdadesufocada.com/, http://alkimistasdobrasil.blogspot.com/ , http://www.cubaarchive.org/home/index.php , http://cubaarchive.org/home/index.php, http://www.armandoribas.com.ar/ , http://www.austriaco.blogspot.com/, http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/ , http://www.nivaldocordeiro.net/, http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf .

Estar no Cariri e ignorar toda essa articulação socialista que atualmente se passa na América Latina é quase que uma regra. Prolongar-se através do tema exigiria espaço que não daria para relatar nem mesmo através de um livro. No mais espero ter contribuído para um debate que está em águas profundas sufocadas não pela mão invisível de Adam Smith, mas pela mão discreta do senhor Antonio Gramsci.

POP ART...WILSON BERNARDO.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

cartum de MASSOUD Z.ZARDKHASHOEI


Agende-se

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária




Dia 26/11, quinta-feira

Especiais - Oficina - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Arte Mural. 240min.

Programa de Rádio – Rádio Educadora AM 1020
14 h Compositores do Brasil. 60min.

Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.

Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.

Música - PALCO INSTRUMENTAL
19h30 Pipoquinha. 60min.

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Luiz Carlos Salatiel encerra Semana de Iniciação Cientifica da URCA



A XII Semana de Iniciação Cientifica da Universidade Regional doCariri – URCA que esse ano tem como tema “Ciência & Sociedade:Caminhos para o Futuro que iniciou na última segunda-feira, dia 23 eserá encerrada com o show muisical “Os Girassóis” do multiartista Luiz Carlos Salatiel, nesta sexta-feira, dia 27, a partir das 20h00, no Salão de Atos do Campus Pimenta.

(foto: Pachelly Jamacaru)

Depois de seu “Contemporâneo”, o compositor e intérprete Luiz Carlos Salatiel nos traz neste novo espetáculo as canções que poderão constar do seu próximo Cd e que também receberá o nome de “Girassóis”, umareferência positiva à flor que sempre está voltada para a luz.

No repertório constam músicas autorais e em parceria com Zé FlávioVieira, Geraldo Urano, Abidoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru, Zé NiltonFigueiredo, Cleivan Paiva, Tiago Araripe, dentre outros.

Neste show, a voz expressiva desse grande intérprete da canção caririense receberá o acompanhamento do melhor “time” de músicos da região, ou seja: Ibbertson Nobre: teclados; Lifanco: violão e guitarra; João Neto: contra-baixo; Bonifácio Salvador: sax; Saul: bateria; CíceroTertuliano: percussão.

Surpresas Dolentes

Não, não foste embora nas horas mortas
Do fim de tarde
Não foste, não feriste teus passos
Nessa longa e triste estrada
Deixando-me as cinzas do tempo,
Deixando-me no ar tuas lembranças,
Teus olhares, tua presença nos livros
Nos discos, nas réstias de sol,
Nos restos de mim.
Pois não creio no que some de repente,
Não creio no que escorre entre meus dedos
No que some de minhas retinas,
No que escapa fulgás pelo ar...
Sumiste cortando o ar deste sertão
Sumiste cortando meu peito,
Colorindo o chão com o rubro do meu sangue
A chorar...

Foto: Hugo
Fonte: http://br.olhares.com/solidao_foto944574.html

Calé Alencar no Centro Cultural BNB


Temporada do novo espetáculo musical do compositor cearense, com suas canções e sucessos nacionais, comemorará o Dia Nacional do Samba, a partir de 2 de dezembro

Cantor, compositor e produtor musical surgido no cenário artístico cearense ao final da década de 1970, Calé Alencar festeja o Dia Nacional do Samba com o musical SambaZiloas, no período de 2 a 5 de dezembro de 2009, em apresentações gratuitas no Centro Cultural Banco do Nordeste de Sousa e no Teatro Murarte, em Pombal, na Paraíba, incluindo no roteiro as cidades de Juazeiro do Norte e Nova Olinda, no Cariri cearense.

Neste novo trabalho, Calé Alencar mostra parte de sua significativa obra autoral dedicada ao carnaval de rua fortalezense, dando continuidade a uma trajetória expressiva como criador de canções em parceria com nomes destacados da música popular brasileira, a exemplo de Fausto Nilo, Carlos Pitta, Ricardo Alcântara, Lauro Maia e Gilberto Gil, além de inserir no repertório canções de Jorge Benjor, Sérgio Sampaio, Gordurinha, Lennon & McCartney, Assis Valente e Tom Jobim.

Novo espetáculo musical SambaZiloas
O novo espetáculo musical de Calé Alencar, SambaZiloas, traça um painel da carreira do músico a partir de seus primeiros trabalhos, incluídos nos discos Um Pé Em Cada Porto e Estação do Trem Imaginário, estabelecendo um fio condutor com o momento atual, no qual são apresentadas criações inéditas e músicas registradas em trabalhos coletivos e discos mais recentes como Dragão Vivo, Loas de Maracatu Cantigas de Liberdade e É de Bambaliê, disco do Maracatu Nação Fortaleza, do qual Calé Alencar é autor e intérprete das loas apresentadas nos desfiles.

SambaZiloas enseja o encontro com a musicalidade festiva e vibrante do ambiente carnavalesco traduzida em variadas vertentes rítmicas a partir de canções criadas tendo como base os ritmos do maracatu, ijexá, samba-enredo, samba-reggae, samba-rock, baião, sambalanço, afro-samba e frevo, incluindo a bossa nova e a leitura de canções dos Beatles no ritmo bossanovista.

SambaZiloas surpreende pela atualidade do cancioneiro inédito, pelo vigor da interpretação de Calé Alencar, dono de uma voz potente e canto certeiro, pelo domínio da execução instrumental, na qual o violão soa muitas das vezes como instrumento de percussão, e pela perfeita costura de canções já apresentadas em outros espetáculos e registros com uma produção musical instigante e em sintonia com a atualidade.

Concebido como momento de celebração musical comemorativo dos 15 anos de dedicação de Calé Alencar ao carnaval de rua, SambaZiloas é, ao mesmo tempo, reverência ao Dia Nacional do Samba, festejado em 2 de dezembro, e homenagem ao líder negro Zumbi dos Palmares, citado em várias canções incluídas no roteiro e na letra Z, em destaque, do título. Neste novo trabalho, Calé Alencar se revela um músico inovador, repleto de influências e referências a partir da convivência com a cultura tradicional popular nordestina e as linguagens contemporâneas.


Serviço - Show Musical SambaZiloas, com o cantor e compositor Calé Alencar, acompanhado de Nilton Fiore, na percussão.

Dia 2 de dezembro (Dia Nacional do Samba) - Teatro Murarte / Pombal - PB, 20h.

Dia 3 de dezembro - Centro Cultural BNB / Sousa - PB, 19h30.

Dia 4 de dezembro - Centro Cultural BNB Cariri / Juazeiro do Norte - CE, 19h30.

Dia 5 de dezembro - Teatro Violeta Arraes / Nova Olinda - CE, 19h.

As apresentações terão entrada franqueada ao público.

Fonte: CCBNB